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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

[Parte II] Vaidades vãs: A grande lição do profeta Jonas


"Os que observam as vaidades vãs deixam a sua própria misericórdia" (Jonas 2:8)


Quem já leu a "Parte I" desse estudo, viu que o post anterior terminou propondo-nos um desafio: transportar as mesmas palavras do versículo ali em cima para a nossa realidade, e ver o que acontece a partir daí. Posso antecipar uma coisa a vocês?? Vai ser surpreendente e literalmente “arrebatador”.
Pronto para mergulhar nesse mistério??

Até aqui, tratamos de acontecimentos da antiguidade, ocorridos antes mesmo de Jesus Cristo nascer. Agora porém, veremos o efeito das palavras de Jonas sob a perspectiva do estilo de vida atual de pessoas como eu e você. Identificaremos não somente o que se pode concluir hoje por “vaidades vãs”, mas principalmente de que maneira elas estão atuando para desvirtuar a fé de inúmeros crentes, aprisionando-os geralmente a pequenas coisas, mas que – não se engane!! – vêm do diabo, são um perigo iminente a todos e só fazem desviar milhares - lenta e imperceptivelmente - das misericórdias de Deus; até que por fim, atinjam um estágio tal de apostasia que não cheguem nem mesmo a ouvir o tão esperado toque da trombeta que antecederá o arrebatamento da Igreja de Cristo.
1. Em primeiro lugar, lembre-se de um detalhe muito importante da nossa condição atual de crente: todos nós vivemos atualmente o período do evangelho da graça, que significa: aceitar a Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador em espírito e em verdade, para então recebermos gratuitamente o dom da salvação, que em sua grande maioria, não implica em derramamento de sangue, tortura ou coisas do tipo. E glórias a Deus por isso, eu diria.

2. Respondam agora a seguinte pergunta: quão importante é a salvação de Jesus em sua vida para que você se importe mais com sua condição espiritual, e se esforce mais para abdicar das coisas que não agregam valor a você como servo de Cristo?

3. Refletiu?? Então note também o seguinte: se estamos vivendo o “período da graça” (já explicado acima) somos para lá de sortudos, não é mesmo? Afinal: a tribulação está reservada para os perdidos. Ou seja, somente os que ficarem para trás e aceitarem a Cristo nesse período terão que "sofrer na carne", resistir ao diabo (Anticristo) até a morte, ou ser morto pelas próprias pragas do apocalipse enquanto nós, “os arrebatados”, estaremos no céu com Jesus celebrando as bodas do Cordeiro.

3. Vamos enumerar agora todas as coisas boas que habitualmente cercam a vida de uma pessoa qualquer de hoje em dia: sua casa, sua família, o conforto em suas mais variadas formas, como: luz elétrica, água encanada, banheiro (com aquele chuveiro gostoso), fogão à gás, geladeira/freezer, máquina de lavar, microondas, computador, telefone/celular, internet, televisão na sala de estar (com aqueles puffs, almofadas, poltronas aconchegantes e cia. limitada), carro, ruas e estradas pavimentadas, rodoviárias, escolas, igrejas, empresas diversas, padarias, restaurantes, supermercados, shoppings (não vou mencionar bares e casas noturnas porque vamos combinar que isso não é lugar pra crente, né gente!?!?! pelo amor...). “Basicamente” é isso que compõe, no geral, a estrutura da sociedade moderna, correto?
Muito bem...Nova questão: você conseguiria se imaginar vivendo sem qualquer uma dessas coisas atualmente?? Algumas sim, né? Mas...todas? Meio difícil, não? 
Sem dúvida (infelizmente, depois que se acostuma com o luxo, ninguém mais quer abrir mão dele. #VerdadeSejaDita)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

[Parte I] Vaidades vãs: A grande lição do profeta Jonas

Nosso principal objetivo aqui é alertar a Igreja de Cristo acerca da iminência do arrebatamento e das providências imprescindíveis aos servos fiéis que aguardam o tão sonhado momento #PartiuCéu, e sabem melhor do que ninguém que é preciso muito esforço e dedicação para estarmos impecáveis como noiva pura e imaculada na hora da decisão.
Portanto, mãos à obra!

Quem conhece a história de Jonas sabe o servo um tanto rebelde que ele foi no início de sua carreira como profeta, chegando até mesmo a desobedecer uma ordenança de Deus, mas não sem receber o merecido castigo por sua rebeldia, é claro.
Pra quem ainda não conhece ou não se lembra muito bem, segue um breve resumo da história:

1- Deus ordena que Jonas profetize à população de Nínive - nação mui perversa e inimiga de Israel - que, dentro de 40 dias ela seria completamente destruída por Deus se não se arrependesse dos seus maus caminhos e se convertesse ao Senhor;
2 – Jonas pega um navio para Társis - direção oposta de Nínive - desobedecendo a ordem de Deus;
3 – Uma grande tempestade atinge o navio;
4 – A tripulação lança sortes para descobrir quem atraiu a tempestade e a culpa cai sobre Jonas, que confirma o fato e pede que os marujos lancem-no ao mar;
6 – Assim eles fazem - imediatamente o mar se acalma;
7 – Quase morto no fundo do mar, Jonas reconhece sua falta, se arrepende do profundo de sua alma e clama a Deus por socorro;
8 – Deus envia um grande peixe para "resgatá-lo"; três dias depois o peixe vomita Jonas em terra firme;
9 – Ele segue então para Nínive e profetiza à população daquela cidade conforme Deus havia lhe ordenado;
10 – Os ninivitas se arrependem de suas maldades, proclamam jejum a toda alma viva da cidade (até mesmo aos animais), convertem-se de suas transgressões e Deus desiste de castigar aquela nação.

Tudo bem até aqui, pessoal? Tranquilo??
Maravilha...passaremos então ao foco principal da mensagem de hoje.

Embora saibamos a importância de um arrependimento sincero, que no caso dessa história foi o responsável por mudar a decisão de Deus a favor daquela cidade, o foco desse post é Jonas, o profeta. E vou dizer porquê.
Nesse último domingo eu e minha família celebramos a santa ceia do Senhor. Logo pela manhã nos reunimos para um breve sermão e também para juntos iniciarmos o jejum. Acontece que, aquele sermão falou comigo de uma tal maneira que eu não "sosseguei" enquanto não vim compartilhá-lo com vocês - tamanha a revelação, sabedoria, profundidade e aplicabilidade do mesmo às nossas próprias vidas nos dias de hoje.

Segue abaixo o trecho principal do sermão:

Em sua mais profunda angústia, envolto em algas no fundo do mar e à beira da morte, Jonas clama em pensamento e Deus atende sua súplica.
"E orou Jonas ao SENHOR, seu Deus, das entranhas do peixe. E disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz. Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim. E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia tornarei a ver o teu santo templo. As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça. Eu desci até aos fundamentos dos montes; a terra me encerrou para sempre com os seus ferrolhos; mas tu fizeste subir a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus. Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do Senhor; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo.
Os que observam as vaidades vãs deixam a sua própria misericórdia.
Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação." (Jonas 2:1-9)
Ok. Peço agora, meus irmãos, que se atentem a uma única frase do trecho acima: “Os que observam as vaidades vãs deixam a sua própria misericórdia.”
Esse pequeno versículo aparentemente não nos remete a nada mais que uma reflexão de Jonas a respeito de sua miséria e fracasso espiritual quando rejeitou o chamado de Deus, preferindo se guiar pela vista dos próprios olhos a confiar no Todo Poderoso - erro tal que quase lhe custou a vida. No entanto, a interpretação dessas palavras vai muito além do que nossa mente limitada é capaz de imaginar, e pode ter certeza que, de uma maneira ou de outra ela vai falar com você também.
Passemos então às aplicações dessa declaração de Jonas a outras 3 situações, para melhor compreensão do mistério por trás desse tão precioso versículo.